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📅 27/05/2026 às 18:26h

Papa Leão XIV conhece Ferrari Luce de R$ 3,2 milhões e ganha volante

Papa Leão XIV conhece Ferrari Luce de R$ 3,2 milhões e ganha volante Após anunciar os detalhes da Ferrari Luce, a fabricante italiana apresentou o veículo ao papa Leão XIV. Além de observar o carro por fora, o pontífice sentou-se no banco do motorista e interagiu com o volante - que ganhou como doação. O primeiro carro totalmente elétrico da Ferrari pode não ter agradado aos fãs mais tradicionais da marca e nem seus os acionistas, mas o papa Leão XIV demonstrou curiosidade pelos detalhes do veículo. ? Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp John Elkann, presidente da Ferrari, conduziu a apresentação do carro ao papa. O modelo exibido era branco, com bancos e interior inteiramente na cor preta. “Esta é a primeira Ferrari com quatro portas?”, questionou o papa. “É a primeira com cinco lugares”, respondeu Elkann. Papa Leão XIV conhece a Ferrari Luce divulgação/Ferrari Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Ao entrar no veículo e sentar no banco do motorista, o piloto de testes da Ferrari, Raffaele De Simone, explicou as funções dos botões do volante. Ferrari Luce foi desenhada por ex-designer da Apple A Ferrari apresentou o Luce e afirmou que o modelo é um novo capítulo para a marca de Maranello. O preço anunciado é de US$ 610 mil (R$ 3,2 milhões em conversão direta). O nome Luce, segundo a marca, evoca claridade e direção. “Ele ilumina o caminho em direção ao futuro a define a intenção de criar uma Ferrari 360º, não somente uma Ferrari elétrica”, diz o comunicado. O ponto de maior debate é o design do Luce, que tem pouquíssimos elementos marcantes da Ferrari. O SUV tem carroceria arredondada, linha de cintura alta e proporções mais comuns em carros tradicionais. Bem longe do que se espera de uma Ferrari E a polêmica não é pelo fato de a Ferrari lançar um utilitário esportivo, pois a Purosangue foi bem aceita e tem bons números de vendas. O capô flutuante com parte inferior em preto e o para-brisas amplo causam estranheza. Assim como o mecanismo dos limpadores de para-brisa, que ficam sempre na vertical e nas laterais do vidro. Na lateral, a Ferrari fez uma combinação de teto, colunas e saias laterais em preto para tirar o peso visual do carro, que é grande para um esportivo. Chama a atenção um grande aplique preto nas portas dianteiras. As portas traseiras abrem no sentido inverso. Na traseira, o Luce tenta invocar modelo icônico dos anos 1980 e 1990 com as quatro lanternas redondas e aplique em preto. O interior já havia sido revelado e mostra a filosofia minimalista que caracteriza os produtos da Apple. Telas com cantos arredondados, botões com acionamento fácil e leitura clara das informações. Os responsáveis pelo design do Luce são da Lovefrom, estúdio de Jony Ive, designer que trabalhou na Apple e foi responsável por várias gerações do iPhone. Segundo a Ferrari, foi dado ao estúdio a liberdade criativa necessária para definir a direção do design do projeto. Desempenho de sobra São quatro motores elétricos, um para cada roda, e o total é de 1.050 cv. A aceleração de 0 a 100 km/h leva 2,5 segundos. Para chegar a 200 km/h depois da largada, o Luice leva só 6,8 segundos. A velocidade máxima é de 310 km/h. As baterias de 122 kWh estão plugadas em um sistema de 800 V. Em postos de recarga super-rápida, o Luce pode alcançar 350 kW. Isso permite recuperar até 70 kW para a bateria em 20 minutos. Com baterias 100% carregadas e nos critérios internacionais, o Luce tem autonomia de mais de 530 km.

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📅 26/05/2026 às 14:01h

Ações da Ferrari despencam mais de 8% após a revelação do 1º carro elétrico da marca

Espera-se que a Ferrari Luce, que é completamente elétrica, esteja disponível ainda este ano Ferrari A Ferrari apresentou na segunda-feira (25) o Luce, seu primeiro carro elétrico. Apesar dos números impressionantes de desempenho, o design e proposta do modelo causaram reações nas redes sociais. O mercado financeiro também não assimilou bem a novidade. As ações da Ferrari negociadas na bolsa de Milão caíram 8,37% nesta terça-feira (26). Os papéis da montadora fecharam na segunda-feira ao valor de 310 euros (R$ 1.808) e caíram para 284,05 euros (R$ 1.657) no fechamento desta terça. ? Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A Ferrari apresentou o Luce e afirmou que o modelo é um novo capítulo para a marca de Maranello. O preço anunciado é de US$ 610 mil (R$ 3,2 milhões em conversão direta). O nome Luce, segundo a marca, evoca claridade e direção. “Ele ilumina o caminho em direção ao futuro a define a intenção de criar uma Ferrari 360º, não somente uma Ferrari elétrica”, diz o comunicado. O Luce é o primeiro carro de cinco lugares da Ferrari Ferrari Designer do iPhone O ponto de maior debate é o design do Luce, que tem pouquíssimo elementos marcantes da Ferrari. O SUV tem carroceria arredondada, linha de cintura alta e proporções mais comuns em carros tradicionais. Bem longe do que se espera de uma Ferrari E a polêmica não é pelo fato de a Ferrari lançar um utilitário esportivo, pois a Purosangue foi bem aceita e tem bons números de vendas. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal O capô flutuante com parte inferior em preto e o para-brisas amplo causam estranheza. Assim como o mecanismo dos limpadores de para-brisa, que ficam sempre na vertical e nas laterais do vidro. Na lateral, a Ferrari fez uma combinação de teto, colunas e saias laterais em preto para tirar o peso visual do carro, que é grande para um esportivo. Chama a atenção um grande aplique preto nas portas dianteiras. As portas traseiras abrem no sentido inverso. Galerias Relacionadas Na traseira, o Luce tenta invocar modelo icônico dos anos 1980 e 1990 com as quatro lanternas redondas e aplique em preto. O interior já havia sido revelado e mostra a filosofia minimalista que caracteriza os produtos da Apple. Telas com cantos arredondados, botões com acionamento fácil e leitura clara das informações. Ferrari Luce divulgação/Ferrari Os responsáveis pelo design do Luce são da Lovefrom, estúdio de Jony Ive, designer que trabalhou na Apple e foi responsável por várias gerações do iPhone. Segundo a Ferrari, foi dado ao estúdio a liberdade criativa necessária para definir a direção do design do projeto. Desempenho São quatro motores elétricos, um para cada roda, e o total é de 1.050 cv. A aceleração de 0 a 100 km/h leva 2,5 segundos. Para chegar a 200 km/h depois da largada, o Luce leva só 6,8 segundos. A velocidade máxima é de 310 km/h. As baterias de 122 kWh estão plugadas em um sistema de 800 V. Em postos de recarga super-rápida, o Luce pode alcançar 350 kW. Isso permite recuperar até 70 kW para a bateria em 20 minutos. Com baterias 100% carregadas e nos critérios internacionais, o Luce tem autonomia de mais de 530 km. Galerias Relacionadas

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📅 26/05/2026 às 11:28h

Ferrari apresenta seu 1º carro elétrico: as reações após montadora italiana voltar atrás em seus planos

Ferrari Luce tem 1.050 cv e chega até 310 km/h Divulgação / Ferrari A fabricante de carros esportivos de luxo Ferrari lançou na segunda-feira (25/05) seu primeiro carro totalmente elétrico — o Luce — que custará US$ 640 mil (R$ 3,2 milhões). O novo modelo se afasta do visual típico da Ferrari por ser o primeiro carro de cinco lugares da marca italiana, criado em colaboração com a agência LoveFrom, fundada pelo ex-chefe de design da Apple, Jony Ive. Algumas reações nas redes sociais ao lançamento foram extremas — de "direto para o ferro-velho" a "uma verdadeira aula de design". Rivais do segmento de supercarros, como Lamborghini e Porsche, reduziram seus planos de produzir veículos elétricos devido à baixa demanda e à intensa concorrência de marcas chinesas. Agora no g1 O diretor-executivo da Ferrari, Benedetto Vigna, disse em Roma que o Luce, que significa "luz" em italiano, levou meia década para ser desenvolvido. A Ferrari planeja lançar o veículo elétrico após ter inicialmente descartado essa ideia, optando por fabricar carros híbridos movidos tanto a gasolina quanto a eletricidade. O Luce funciona com um motor elétrico fabricado pela Ferrari em cada roda, ajudando o carro a atingir 96 km/h em cerca de 2,5 segundos. A empresa afirmou que todos os componentes são feitos internamente, de modo que o carro possa ser reparado pela própria companhia no futuro, protegendo o valor de revenda do Luce. A mudança das gigantes da indústria automotiva para veículos elétricos vem enfrentando grandes obstáculos nos últimos anos. Montadoras, incluindo Ford e Volkswagen, reforçaram sua aposta em carros a gasolina, especialmente nos EUA, devido à baixa demanda e a mudanças regulatórias sob o presidente Donald Trump, que reduziu incentivos para compradores de veículos elétricos. O lançamento do carro-conceito elétrico da Jaguar foi duramente criticado por abandonar o estilo clássico da marca britânica. O Luce é o primeiro carro de cinco lugares da Ferrari Ferrari A apresentação do Luce pela Ferrari enfrentou críticas semelhantes. Uma pessoa disse no X: “A Ferrari acabou de matar sua marca, assim como a Jaguar. Isso vai direto para o ferro-velho.” “O que está acontecendo com os fabricantes europeus de carros de luxo? Primeiro Jaguar e agora Ferrari”, postou outra pessoa. Mas nem todos tiveram opiniões negativas sobre o novo carro. Em uma postagem, uma pessoa disse: “Uma verdadeira aula de design. A Ferrari acaba de revelar o impressionante conceito LUCE, que é um divisor de águas.” O diretor de design da Ferrari, Flavio Manzoni, disse em uma entrevista à YouTuber Cleo Abram que os críticos fazem parte do processo de inovação. Ele reconheceu que o conceito de uma Ferrari elétrica com novo design é "polarizador", mas acredita que as pessoas irão apreciá-la nos próximos meses. A Ferrari também disse que continuará oferecendo carros a gasolina e híbridos junto com seu veículo totalmente elétrico. O interior da Ferrari Luce Ferrari Os concorrentes diretos da Ferrari reduziram suas ambições com veículos elétricos. A Lamborghini abandonou seus planos de lançar carros totalmente elétricos, optando por modelos híbridos, citando a baixa demanda por veículos elétricos de luxo de alto padrão. A Porsche, da Alemanha, reduziu seus planos para veículos elétricos devido à fraca demanda, pressionada por vendas baixas na China e tarifas nos EUA. Montadoras ocidentais também enfrentaram intensa concorrência de fabricantes chinesas, que conseguem produzir veículos mais rapidamente e a custos mais baixos. A Ferrari é a fabricante de carros mais valiosa da Europa. Ela depende da venda de carros altamente exclusivos — uma estratégia que ajudou a proteger a Ferrari de grande parte da pressão enfrentada pelos concorrentes. No entanto, as ações da Ferrari caíram mais de 25% no ano passado, refletindo uma queda maior nas marcas de luxo, já que a inflação em todo o mundo afetou a demanda por produtos de alto padrão. Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).

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📅 25/05/2026 às 03:00h

Nova CNH: carro particular usado em aulas de direção e prova pode não ter cobertura do seguro

Exame de direção em São Paulo (SP) divulgação/Detran/SP Desde dezembro de 2025, é possível usar um carro particular para fazer as aulas práticas e exame prático para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A medida foi publicada na resolução 1.020/2025 do Conselho Nacional do Trânsito (Contran) e alguns estados já aderiram. ? Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Mas como fica o seguro do carro nesse caso? Quem cede o veículo particular para um aluno não habilitado fazer aulas e prova está coberto? O g1 consultou advogados especialistas e seguradoras para saber se, em caso de acidente nessas situações, o carro estaria coberto pela apólice. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Algumas seguradoras já afirmaram que os termos do contrato não preveem um condutor sem CNH e, por isso, a apólice não deve cobrir danos causados durante as aulas e prova. Outras seguradoras não quiseram participar da reportagem. O que dizem as seguradoras Keila Farias, vice-presidente da comissão de auto da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) disse em nota que as mudanças recentes nas regras de formação de condutores criam uma situação nova para o mercado, que ainda está em processo de avaliação e eventual adaptação de produtos e coberturas a essa realidade. “De forma geral, a cobertura do seguro depende das condições contratadas e da adequação do uso informado na apólice”, orienta Keila.“Como, nesse contexto, o veículo passa a ser utilizado em uma finalidade distinta do uso particular originalmente declarado, é fundamental que o segurado consulte previamente sua seguradora.” Exame, teste, Detran-PR, Carteira Nacional de Habilitação, CNH, baliza, Paraná, Curitiba Allan Marba/Detran-PR Em caso de seguros que preveem proteção de danos a terceiros, Keila explica que a existência dessa possibilidade no contrato, por si só, não permite garantir automaticamente a cobertura nessa situação específica. “Como se trata de um contexto novo, ainda em assimilação pelo mercado, cada seguradora poderá estabelecer critérios próprios e promover adequações em seus produtos para contemplar esse tipo de utilização”, diz a vice-presidente da FenSeg. Segundo a entidade, a orientação mais segura é que o segurado consulte sua seguradora ou corretor para verificar se há necessidade de ajuste nas informações prestadas ou nas coberturas contratadas. Isso não impede, de acordo com Keila, que as seguradoras promovam adequações em seus produtos. “Neste momento, a recomendação é buscar confirmação prévia antes da utilização do veículo nessa condição”, recomenda. Sem cobertura Thales Lemos, diretor de seguro auto da Mapfre explica que, atualmente, não há cobertura técnica para condutor não habilitado e pessoas sem CNH. Se o segurado emprestar o veículo para que uma pessoa sem habilitação realize a prova prática do Detran, haverá negativa da indenização pela seguradora. Em relação a danos a terceiros, Lemos explica que também não há cobertura. “Como conduzir um veículo sem habilitação é uma situação excluída do seguro, danos causados a outras pessoas durante a prova também estão fora da cobertura”, explica. A recomendação, segundo Lemos, é ter cautela antes de permitir o uso do veículo por alguém sem CNH para aulas e exames: Ler com atenção as condições da apólice; Verificar se o condutor principal aparece no perfil de risco; E, em caso de pessoas não habilitadas, evite permitir o uso do veículo; Consulte o corretor e a seguradora para tirar dúvidas. Fábio Morita, diretor-executivo de Automóvel, Massificados e Vida da Allianz Seguros, diz que utilizar o carro particular no exame prático da CNH pode trazer mais conforto e familiaridade ao candidato, mas também exige atenção do proprietário do veículo em relação às regras do seguro. “De maneira geral, as apólices de seguro de automóvel não cobrem os sinistros ocorridos durante a sua condução por uma pessoa não habilitada, incluindo as situações em que o candidato esteja realizando o exame para a aquisição da CNH”, explica Morita. De acordo com o executivo, isso se aplica não apenas ao seguro de veículos da Allianz, mas sim como uma prática de mercado, incluindo qualquer seguradora. Exame prático feito pelo Detran-SP divulgação/Detran-SP “Desta forma, embora o proprietário possa ceder o veículo para a realização da prova, possíveis danos causados durante o exame, sejam eles no próprio carro ou a terceiros, não estão cobertos pelo seguro” alerta Morita. O executivo da Allianz diz que o mesmo entendimento vale para as coberturas adicionais, como despesas médicas, indenizações e eventuais custos judiciais decorrentes de um acidente. Morita aconselha que o segurado consulte antes a seguradora e o corretor para entender as condições que estão na apólice. “Também é fundamental que o deslocamento do veículo até o local da prova seja feito por um motorista devidamente habilitado, conforme as regras de trânsito”, explica o executivo. Ao longo da semana, a reportagem do g1 procurou diversas seguradoras. As empresas Bradesco Seguros, Porto Seguro e Tokio Marine informaram que não divulgariam posição oficial e orientaram a pedir o posicionamento da Fenseg. A Itaú Seguro Auto é operada pela Porto e o BB Seguros é operado pela Mapfre. HDI Seguros, Zurich e Youse comunicaram via assessoria de imprensa que não participariam da reportagem. A Alfa não encaminhou o contato da assessoria e a Ituran não respondeu o contato da reportagem. Advogados divergem O advogado Marcos Poliszezuk, sócio fundador do Poliszezuk Advogados, diz que as apólices de seguro padrão contêm cláusula expressa que exige condutor habilitado. Ou ainda que o condutor esteja previsto nas condições contratuais. Segundo Poliszezuk, conduzir sem CNH configura violação dessa condição e o artigo 1.448 do Código Civil estabelece que o segurador não é obrigado a indenizar sinistro ocorrido por culpa exclusiva do segurado. “A jurisprudência enquadra a entrega do carro a não habilitado como culpa grave. Portanto, a seguradora pode recusar o pagamento da indenização com fundamento contratual e legal”, explica o advogado. Em relação aos danos causados a terceiros, Poliszezuk diz que a cobertura é duvidosa neste caso e depende inteiramente da redação específica da apólice. A maioria das coberturas de responsabilidade civil, segundo o advogado, também condiciona o pagamento à presença de condutor habilitado. “Contudo, há precedentes judiciais que protegem o terceiro lesado, independentemente da culpa do segurado, especialmente quando a apólice não excluiu expressamente essa hipótese”, analisa o especialista. A seguradora pode inicialmente negar e caberá ao Judiciário decidir, explica. Isso gera risco de demora, litígio adicional e custas processuais para o proprietário, mesmo que ao final a cobertura seja reconhecida, prevê o advogado. Algumas apólices de seguro preveem cobertura de gastos médicos e processuais em caso de acidente. De acordo com Poliszezuk, essa cobertura tende a ser independente da habilitação do condutor, pois cobre os custos decorrentes do sinistro, e não a culpa do segurado. “Despesas médicas hospitalares e cobertura de defesa jurídica, quando contratadas, geralmente não contêm exclusão específica para condutor não habilitado”, diz o advogado. O especialista alerta que isso ainda é sujeito a questionamento. A seguradora pode justificar que o sinistro decorreu de violação contratual. “Mas esse argumento [da seguradora] é mais frágil nessa modalidade de cobertura”, diz. De acordo com Poliszezuk, o proprietário deve adotar uma sequência de medidas preventivas antes de ceder o carro particular para aulas e prova de pessoa não habilitada: Notificar a seguradora por escrito (e-mail ou carta protocolada) informando a data, o local e o nome da pessoa que realizará o teste, solicitando confirmação expressa da cobertura; Exigir resposta formal no prazo de 15 dias úteis (com base na Resolução SUSEP nº 4/2018); Se a seguradora não responder, há presunção de aceitação tácita do risco; Se a resposta for negativa ou evasiva, solicitar um termo aditivo que inclua cobertura específica para essa hipótese, mediante pagamento de prêmio adicional; Manter toda a documentação do teste (comprovante de agendamento, nome do examinador, horário) para demonstrar que o uso foi autorizado e supervisionado pelo Detran. Bruno Boris, sócio fundador do Bruno Boris Advogados, tem uma análise diferente. Segundo o advogado, tudo dependerá das exclusões que o contrato prevê. É preciso analisar se emprestar um veículo a terceiro seria um real aumento de risco. “O particular que está realizando prova não está na ilegalidade, ou seja, possui uma autorização específica para dirigir na prova prática acompanhado de um fiscal e não simplesmente dirigindo sem CNH”, argumenta Boris. O advogado completa que o mercado pode incluir tais previsões de exclusão no contrato do seguro de forma expressa. Pois, mesmo que exista um fiscal ou instrutor, fica evidente que há um aumento de risco. Exame de direção, em Manaus Isaque Ramos/Detran-AM A advogada Daniela Poli Vlavianos, sócia do Poli Advogados e Associados, diz que juridicamente não existe resposta automática para exclusão de cobertura só porque o candidato não possui CNH. “A pessoa que realiza exame prático do Detran está inserida em procedimento oficial autorizado pelo poder público, o que diferencia essa situação da condução irregular comum de veículo por pessoa não habilitada”, analisa Daniela. A advogada diz que várias seguradoras têm cláusulas que restringem a condução do carro por pessoa sem CNH e até de condutor que não está previsto na contratação do seguro. “Contudo, o entendimento jurídico predominante no país é de que a ausência de habilitação, isoladamente, não basta para afastar o dever de indenizar”, explica Daniela. Normalmente se exige, segundo a advogada, a demonstração de aumento de risco intencional ou um nexo entre a falta de CNH e o acidente. Daniela diz que a cobertura de danos contra terceiros tem interpretação ainda mais protetiva do judiciário, pois envolve vítimas que estão fora da relação de contrato. “Mesmo quando existe discussão sobre eventual exclusão da cobertura do próprio veículo segurado, é relativamente comum que terceiros prejudicados sejam protegidos judicialmente”, diz a advogada. A recomendação de Daniela também é de consultar previamente a seguradora e solicitar resposta formal, preferencialmente por escrito, sobre a manutenção da cobertura nestes casos. Também é importante, diz a especialista, analisar cuidadosamente as cláusulas relacionadas à condução por terceiros, ausência de habilitação e agravamento do risco. “O fato de diversas seguradoras evitarem responder publicamente ao tema demonstra justamente que existe uma zona cinzenta regulatória e contratual ainda não consolidada”, diz a advogada.

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📅 24/05/2026 às 03:00h

De ‘carro de patrão’ a esquecido: por que os sedãs estão sumindo do Brasil

g1 testou o Toyota Corolla e responde: por que os sedãs não vendem como antes? Hoje pode soar estranho, mas o tipo de carro mais vendido no Brasil em 2015 era o sedã. Em 10 anos, porém, o mercado passou por uma transformação profunda, e o modelo preferido dos consumidores mudou: agora, é o SUV. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), 29% dos carros zero quilômetro vendidos em 2015 eram sedãs. Em 2025, a participação desses modelos caiu para 12%. ? Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Nesse mesmo intervalo de tempo, os SUVs dispararam em vendas: passaram de 14% para quase 55% do mercado. “Eu vejo a queda dos sedãs muito mais como uma perda de protagonismo do que um abandono. O SUV virou o ‘carro padrão’ da família brasileira”, afirma Murilo Briganti, sócio da Bright Consulting. a Segundo ele, a diferença cada vez menor de preços entre SUVs e sedãs influenciou a escolha do consumidor. Na faixa dos R$ 110 mil, convivem modelos como Volkswagen Virtus e T-Cross. Já na casa dos R$ 200 mil, estão Toyota Corolla e Corolla Cross. Além disso, Murilo destaca outros fatores que levaram mais consumidores aos SUVs: Posição de dirigir mais elevada; Maior sensação de segurança; Versatilidade; Status. Milad Kalume Neto, consultor automotivo, pensa parecido e avalia que a chegada de vários SUVs de entrada — como Volkswagen Tera, Fiat Pulse, Chevrolet Sonic e outros — tende a reduzir ainda mais o espaço dos sedãs no mercado. “Provavelmente teremos picos de vendas com 50% de participação ao longo do ano”, afirma Kalume Neto. Sedãs sobrevivem graças a puristas Toyota Corolla divulgação/Toyota Embora o mercado de sedãs tenha encolhido bastante, ainda existe um público cativo, quase de nicho, que ajuda a evitar o desaparecimento desses modelos das ruas brasileiras. Para Kalume Neto, o segmento conhecido como “carro de patrão” foi o menos afetado. “Aquela imagem do CEO de uma empresa saindo de um Fiesta Hatch? Não, né! O cara sai de Mercedes Classe C, E, SL... todos sedãs!”, diz. Na avaliação do consultor, a exclusividade dos sedãs mais caros faz com que esses modelos praticamente não disputem espaço com os SUVs de luxo. Essa diferença fica clara no gráfico abaixo. Os sedãs grandes, que normalmente concentram os modelos mais caros e voltados ao público executivo, mantiveram uma trajetória mais estável nos últimos 10 anos. Já os modelos pequenos despencaram, passando de 17% para menos de 3% das vendas — queda de quase 83% em uma década. “Chegou a ter uma certa competição com as SUVs, mas em geral é inatingível numa série de aspectos, entre os quais, a exclusividade”, diz Milad sobre a preferência pelos sedans mais corporativos. Kalume Neto e Briganti também concordam que taxistas e motoristas de transporte por aplicativo ajudam a sustentar o volume de vendas dos sedans. “Frotas, locadoras, motoristas de app e taxistas valorizam espaço interno, conforto e custo operacional”, diz Briganti. O espaço do porta-malas também é um fator relevante para sustentar as vendas entre consumidores que transportam mais bagagem ou costumam fazer viagens mais longas. “Existe um público mais tradicional que ainda prefere o sedan pela dinâmica: carro mais baixo, centro de gravidade mais próximo do solo, melhor estabilidade em estrada”, aponta o especialista. O que o sedã tem de bom? Não há como falar de sedã sem citar o Toyota Corolla. Por isso, o g1 passou uma semana a bordo da versão Altis Hybrid para entender se a escolha ainda faz sentido. O Corolla oferece acabamento com materiais macios ao toque em grande parte da cabine, deixando o uso de plástico rígido restrito a poucos pontos. Entre os SUVs concorrentes, esse nível de cuidado com os materiais não é tão presente quanto no sedã da Toyota. Modelos como Volkswagen Taos, Nissan Kicks e Hyundai Creta, por exemplo, utilizam muito mais plástico rígido na cabine. Initial plugin text O Corolla conta com uma <a href="https://meli.la" target="_blank" style="color: #e5a913; font-weight: bold; text-decoration: none;">central multimídia</a> satisfatória, de 10,1 polegadas, com espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, além de teto solar. O modelo também oferece piloto automático adaptativo, que consegue manter o carro centralizado mesmo em trechos sem faixas pintadas. Comparado ao Corolla Cross, SUV que herdou seu nome, as diferenças ficam mais evidentes no espaço interno. O sedã tem cerca de seis centímetros a mais de entre-eixos, o que se traduz em maior conforto para passageiros mais altos no banco traseiro. O porta-malas também é maior, mas apresenta a limitação comum aos sedãs: a altura é restrita pela carroceria e pelo vidro traseiro. Para quem precisa transportar objetos mais altos, o SUV continua sendo a alternativa mais indicada. Para não dizer que o sedã leva vantagem em todos os aspectos, o Toyota Corolla Cross adota uma solução mais moderna ao oferecer freio de estacionamento eletrônico. Além de manter o carro parado no semáforo sem a necessidade de pressionar o pedal ou acionar uma alavanca, o sistema permite que o piloto automático adaptativo pare o veículo completamente. Initial plugin text Esse é um detalhe relevante para quem procura um pacote mais completo. Ainda assim, no sedã, a posição de dirigir mais baixa transmite maior sensação de segurança em curvas e reforça um caráter esportivo que o SUV não oferece. Dessa forma, o Corolla sedã oferece uma condução mais interessante, reforçada pelo desenho mais aerodinâmico da carroceria. Já o Corolla Cross aposta em linhas mais retas e se destaca ao enfrentar lombadas e valetas. Nos testes, não foram raras as situações em que o sedã raspou o para-choque ao entrar em rampas de estacionamento ou ao circular por vias com muitas valetas. Com isso, fica claro que o sedã continua sendo uma ótima aposta em dirigibilidade para quem gosta de estar ao volante. Mas o SUV virou mania nacional, faz sentido para quem prioriza conforto no uso urbano e precisa de mais altura para transportar volumes maiores no porta-malas.

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