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📅 28/04/2026 às 15:12h

GM espera aumento do lucro com reembolso de tarifas de Trump nos EUA

Logo da GM na sede da General Motors em Detroit, nos EUA. Rebecca Cook/ Reuters A General Motors aumentou sua previsão de lucros para este ano, apoiada na perspectiva de um mercado automotivo resiliente nos Estados Unidos e na expectativa de restituição das tarifas de importação impostas pelo presidente americano, Donald Trump. (entenda mais abaixo) A maior montadora dos EUA em vendas reportou um lucro antes de juros e impostos de US$ 4,3 bilhões (R$ 21,5 bilhões) no primeiro trimestre do ano, acima das estimativas dos analistas, segundo dados da LSEG. ?????Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Para 2026, a montadora aumentou sua perspectiva de lucro em US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões) — valor que corresponde ao montante que a empresa espera recuperar com o reembolso das tarifas americanas. Com isso, a companhia projeta um lucro entre US$ 13,5 bilhões e US$ 15,6 bilhões (R$ 67,3 bilhões a R$ 77,8 bilhões) no ano. Apesar da melhora na projeção para 2026, a companhia reforçou que as tarifas americanas ainda devem ter um impacto negativo entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3,5 bilhões (R$ 12,5 bilhões a R$ 17,5 bilhões) no resultado do ano. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 Segundo a GM, as tarifas comerciais impostas por Trump e os custos mais elevados de energia, ligados à guerra com o Irã, estão pesando sobre os resultados — mesmo com margens maiores, impulsionadas por regras mais flexíveis de controle de poluição e economia de combustível nos EUA, introduzidas pelo presidente americano no ano passado. A GM também alertou que a inflação provocada pela guerra deve continuar pressionando seus negócios. “A principal questão que estamos observando é a evolução do conflito com o Irã”, disse a presidente?executiva Mary Barra, ao citar o aumento dos custos de commodities e logística. A empresa afirmou ainda que desviou remessas planejadas de 7.500 SUVs do Oriente Médio por causa do conflito. A estimativa da montadora é que a inflação em matérias?primas, semicondutores e logística reduza os lucros entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões (R$ 7,5 bilhões a R$ 10 bilhões) neste ano — cerca de US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões) a mais do que o projetado no fim do ano passado. *Com informações da agência de notícias Reuters.

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📅 28/04/2026 às 12:17h

Free flow: veja como pedir de volta dinheiro da multa de pedágio eletrônico

Pórtico free flow divulgação/Concessionária Novo Litoral Nesta terça-feira (28), o governo anunciou que vai suspender 3,4 milhões de multas de rodovias no sistema de pedágio eletrônico, conhecido como free flow. Quem foi multado tem até 200 dias para pagar o valor do pedágio devido e se livrar da multa. A partir desta quarta-feira (29), o sistema do Senatran vai indicar as multas como “suspensas”. O tema já vinha sendo discutido pelo número elevado de reclamações. Neste mesmo período de 200 dias, os motoristas continuarão pagando o pedágio eletrônico, mas não serão autuados. A medida visa dar um prazo para concessionárias, Estados e motoristas se familiarizarem com o novo sistema. Quem já pagou a multa pode pedir restituição. A devolução dos valores não será automática. O motorista precisa solicitar e o processo vai proceder no órgão de trânsito competente. Vídeos em alta no g1 Como recorrer da multa do pedágio eletrônico No caso da multa freeflow, o usuário precisa entrar com recurso, provar que fez o pagamento do pedágio e solicitar a restituição da multa. O motorista sempre tem a oportunidade de recorrer das infrações, e o processo depende do órgão que aplicou a multa, como Detran, Polícia Rodoviária Federal, DER, entre outros. Veja abaixo um passo a passo. Em geral, o processo começa com a apresentação da defesa de autuação. O motorista tem prazo de 30 dias para apontar eventuais erros antes mesmo de a multa ser aplicada. No caso do free flow, a multa já foi aplicada e o motorista precisa explicar isso no recurso. Essa primeira defesa deve ser analisada pelas autoridades em até 30 dias. Aqui é preciso provar que foi pago o pedágio devido. Se o recurso for indeferido, há prazo de 30 dias para recorrer em primeira instância à Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari). O órgão tem mais um mês para emitir o parecer. Se essa etapa for rejeitada, é possível recorrer ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) em segunda instância. Multas aplicadas pela Polícia Rodoviária Federal têm um processo próprio de recurso, com formulários específicos. A estimativa é que a devolução das multas deve alcançar R$ 93 milhões por parte do governo federal. "Eu liguei para cada governo estadual avisando dessa situação. Que existe a possibilidade de haver um complemento por parte do Estado para a restituição do valor", explicou George Santoro, ministro dos Transportes e presidente do Conselho Nacional de Trânsito.

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📅 28/04/2026 às 10:45h

BYD tem maior queda de lucro em seis anos com diminuição das vendas na China

Fábrida da BYD em Szeged, Hungria Divulgação / BYD A montadora chinesa de veículos elétricos BYD teve a maior queda no lucro trimestral em seis anos, mostrou um documento enviado ao mercado nesta terça-feira (28), pressionada por vendas fracas no mercado doméstico e pela intensificação da concorrência. ? Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A maior vendedora de veículos elétricos do mundo, conhecida por seu foco em modelos mais acessíveis com preços abaixo de 150 mil yuans (US$ 21.931,43), enfrenta pressão de rivais como Geely e Leapmotor. O lucro líquido da BYD no primeiro trimestre caiu 55,4% em relação ao ano anterior, para 4,1 bilhões de yuans (US$ 599,46 milhões), aprofundando a queda de 38,2% registrada no quarto trimestre, segundo os dados. A receita recuou 11,8%, para 150,2 bilhões de yuans, estendendo a sequência de retração para o terceiro trimestre consecutivo. Salão de Pequim: Brasil terá 1 mil carregadores ultrarrápidos da BYD com recarga em 9 minutos até 2027; VÍDEO Vídeos em alta no g1 “A BYD precisa que os volumes de vendas domésticas ganhem força sequencialmente no segundo trimestre e que haja uma recuperação mais sustentada e de participação de mercado no terceiro trimestre para que o lucro geral melhore”, disse Eugene Hsiao, chefe de estratégia de ações da China na Macquarie Capital. A pressão aumentou à medida que a China reduz os subsídios de troca para carros elétricos de entrada e híbridos plug-in. As vendas totais da BYD caíram pelo sétimo mês consecutivo em março, apesar do crescimento contínuo e forte nas remessas para o exterior. Olhando para o exterior Com as vendas domésticas enfrentando uma desaceleração prolongada, a BYD está mirando agressivamente os mercados internacionais, com foco em tecnologia avançada ou na localização da produção. A maior concorrente chinesa da Tesla afirmou estar confiante em atingir sua meta de vendas no exterior de 1,5 milhão de veículos até 2026 — ou até mais — o que implicaria um crescimento superior a 40% em relação a 2025, embora não tenha divulgado uma meta total de vendas. Vincent Sun, analista da Morningstar, projetou que as exportações da BYD devem crescer entre 25% e 30% neste ano, enquanto as vendas totais de veículos devem avançar cerca de 12%. No entanto, Hsiao afirmou que as vendas no exterior podem não ser suficientes para compensar totalmente a fraqueza no mercado doméstico caso as tendências atuais persistam. Buscando recuperar sua vantagem tecnológica, a BYD está apostando ainda mais em tecnologia de carregamento ultrarrápido, com o objetivo de atrair motoristas fiéis a carros movidos a gasolina ao reduzir as preocupações com o tempo de recarga. A BYD iniciou na sexta-feira a pré-venda do seu SUV elétrico de grande porte Datang, durante o Salão do Automóvel de Pequim, juntando-se a uma lista crescente de montadoras chinesas que miram o segmento premium e intensificam a concorrência com marcas europeias de luxo.

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📅 27/04/2026 às 12:57h

Salão de Pequim: Brasil terá 1 mil carregadores ultrarrápidos da BYD com recarga em 9 minutos até 2027; VÍDEO

Carregador ultrarrápido da BYD vai até 97% em 9 minutos A BYD apresentou, durante o Salão do Automóvel de Pequim, uma tecnologia que promete recarregar 97% da bateria de um carro elétrico em apenas nove minutos. A novidade chegará ao Brasil ainda neste ano. O equipamento fornece 1.500 kW de potência, número cinco vezes maior do que o dos carregadores rápidos mais avançados disponíveis hoje no Brasil, que operam em torno de 300 kW. Com isso, a BYD afirma ser possível recuperar 70% da bateria em cinco minutos e chegar a 97% em nove minutos. ? Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A solução exibida no evento consiste em uma estrutura em formato de “T”, com dois pontos de recarga. Assim, dois veículos podem ser carregados simultaneamente. Dois fatores são essenciais para que a recarga ultrarrápida funcione. O primeiro diz respeito ao local da instalação, que precisa contar com infraestrutura capaz de suportar um volume tão grande de energia concentrado em um único ponto. (O repórter viajou para o evento a convite da Leapmotor e GWM.) Para contornar essa limitação, a BYD utiliza um conjunto de baterias que é carregado gradualmente quando não há veículos conectados. Quando um carro é plugado, tanto a rede elétrica quanto esse banco de baterias passam a fornecer energia ao veículo na maior velocidade possível. Em entrevista ao g1, Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, afirmou que a estrutura atual de carregadores rápidos pode ser adaptada para operar com potências acima de 1.000 kW. Carregador ultrarrápido da BYD no Salão do Automóvel de Pequim André Fogaça/g1 “Você incorpora um banco de baterias para que você armazene eletricidade continuamente, para que elas estejam sendo carregadas, para que você tenha um carro que, quando parar para ser carregado, tenha 400 km em 5 minutos", explicou o executivo. Segundo Baldy, esses carregadores estarão disponíveis nas concessionárias da Denza, marca de luxo da BYD. Ele também afirmou que haverá novos pontos de recarga, organizados como hubs com vários equipamentos, somando 1.000 carregadores em todo o Brasil até o fim de 2027. O segundo ponto fundamental é que o veículo conectado ao carregador seja capaz de receber a tensão fornecida. Atualmente, alguns modelos da Denza já são compatíveis, e a BYD pretende ampliar essa capacidade para outros carros da marca. Para efeito de comparação, o carro elétrico mais barato da BYD, o Dolphin Mini, suporta recarga de até 40 kW. Mesmo que seja conectado a um eletroposto de 1.500 kW, ele receberá apenas a potência máxima que consegue suportar. Para suportar uma recarga tão rápida, o veículo precisa contar com diversos componentes específicos, incluindo sistemas de segurança reforçados para a bateria, motor e o próprio carregador.

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📅 27/04/2026 às 12:00h

Fiat, Jeep, Peugeot e Ram serão foco dos investimentos da Stellantis, diz agência

Linha de produção da fábrica da Stellantis em Goiana (PE) tem produtos Fiat, Jeep e RAM Divulgação / Stellantis Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a Stellantis vai ampliar de forma significativa os investimentos em quatro marcas: Fiat, Jeep, Peugeot e RAM. A definição de rumo, diz a agência, faz parte do plano que Antonio Filosa, CEO do grupo, deve apresentar no dia 21 de maio. ? Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Nessa data, a empresa deve detalhar a estratégia de longo prazo, com foco nas marcas mais populares e rentáveis. De acordo com a Reuters, Filosa não pretende encerrar as operações de nenhuma outra marca do grupo. A Stellantis reúne 14 marcas, entre elas Citroën, Opel, Leapmotor e Alfa Romeo. Segundo as fontes ouvidas pela agência, essas montadoras também receberão aportes, mas deverão usar as tecnologias das quatro marcas principais no desenvolvimento de novos veículos. Vídeos em alta no g1 Prejuízos em 2025 Em fevereiro deste ano, a Stellantis informou que teve prejuízo líquido de 25,4 bilhões de euros em 2025 (R$ 153,9 bilhões na cotação atual). O resultado negativo se concentrou no segundo semestre, principalmente porque a empresa registrou despesas elevadas para rever suas projeções para carros elétricos, já que o crescimento desse mercado está mais lento do que o esperado. Leapmotor, marca chinesa de veículos eletrificados, pertence ao grupo Stellantis Divulgação / Stellantis O caso da Stellantis mostra como montadoras no mundo todo enfrentam dificuldades na transição dos carros a combustão para os elétricos, especialmente após Estados Unidos e Europa reduzirem metas para esse tipo de veículo. “Nossos resultados completos de 2025 refletem o custo de superestimar o ritmo da transição energética e a necessidade de reorientar o negócio, garantindo aos clientes a liberdade de escolher entre tecnologias elétricas, híbridas e a combustão”, afirmou na época em nota Antonio Filosa. Segundo o executivo, na segunda metade do ano a empresa viu sinais iniciais de progresso, com os primeiros resultados dos esforços para melhorar a qualidade, fortalecer lançamentos e retomar o crescimento da receita. Antonio Filosa, CEO da Stellantis Divulgação / Stellantis “Em 2026, nosso foco será corrigir falhas na execução e acelerar o retorno ao crescimento com lucro”, declara Filosa. Ao longo do ano passado, a Stellantis registrou 25,4 bilhões de euros (R$ 154 bilhões) em baixas contábeis, que representam perdas no valor de ativos. Só no segundo semestre foram 22,2 bilhões de euros (R$ 134,5 bilhões), o que pressionou as ações da montadora. No mesmo período, a empresa registrou prejuízo operacional ajustado de 1,38 bilhão de euros (R$ 8,4 bilhões), resultado que também já havia sido antecipado. Esse indicador mostra o desempenho das operações, sem considerar eventos extraordinários, como o fechamento de uma fábrica. Apesar disso, a receita da companhia cresceu 10% e somou 79,25 bilhões de euros (R$ 480,3 bilhões) entre julho e dezembro, com alta de 11% nas entregas de veículos. Segundo analistas do Citi, esse conjunto de resultados representa um “ponto baixo evidente” para a Stellantis. Eles avaliam que pode haver recuperação à frente, mas consideram que outras montadoras da Europa e dos Estados Unidos oferecem menos riscos no momento. A empresa manteve as projeções para 2026: espera crescimento moderado da receita e margem operacional baixa, mas positiva. No entanto, prevê que o fluxo de caixa livre — o dinheiro que sobra após os investimentos — só voltará a ficar positivo em 2027.

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